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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gramática: Adjetivos

Adjetivos
Adjetivo é a palavra variável que designa uma especificação ao substantivo, caracterizando-o. 

Os adjetivos podem ser classificados em:
- primitivos:  radicais que por si mesmos apontam qualidades.
Ex: claro, triste, grande, vermelho.


- derivados: são formados a partir de outros radicais.
Ex: infeliz, azulado.


- simples: apresentam um único radical em sua estrutura.
Ex: apavorado, feliz.


- compostos: apresentam pelo menos dois radicais em sua estrutura.
Ex: ítalo-brasileiro, socioeconômico.


Adjetivos pátrios
São os adjetivos referentes a países, estados, regiões, cidades ou localidades.
Ex: brasileiro, goiano, carioca, acreano, capixaba.


Flexões dos adjetivos
Os adjetivos apresentam flexões de gênero, número e grau.


Flexão de gênero

Os adjetivos assumem o gênero do substantivo do qual se referem.
Ex: Uma mulher formos
a – um homem formoso
Uma professora ativ
a  – um professor ativo

Quanto ao gênero, os adjetivos podem ser uniformes e biformes.

Os adjetivos
biformes apresentam uma forma para o gênero feminino e outra para o masculino.
As formas do feminino são marcadas pelo acréscimo do sufixo –a ao radical:
Ex: o homem honest
o – a mulher honesta, o produtor inglês – a produtora inglesa.

Os adjetivos
uniformes possuem uma única forma para o masculino e o feminino:
Ex: pássaro
frágil – ave frágil, escritor ruim – escritora ruim.

Flexão de número


Os adjetivos concordam em número com os substantivos que modificam, assumem a forma singular e plural.
Ex: político corrupto – políticos corrupto
s, salário digno – salários dignos.

Os adjetivos compostos merecem maior atenção na formação de plural:

- Nos adjetivos compostos formados por dois adjetivos, apenas o segundo elemento vai para o plural:
Ex: clínica médico-dentária, clínica médico-dentárias.

- Os adjetivos compostos em que o segundo elemento é um substantivo são invariáveis também em número:
Ex: recipiente verde-mar - recipientes verde-mar, tinta amarelo-canário – tintas amarelo-canário.

Flexão de grau
Quando se quer comparar ou intensificar as características atribuídas ao substantivo, os adjetivos sofrem variação de grau.
Tem-se o grau comparativo e o grau superlativo.


Grau comparativo
Compara-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais característica a um único ser. O grau comparativo pode ser de igualdade, superioridade e de inferioridade, são formados por expressões analíticas que incluem advérbios e conjunções.

a) Grau comparativo de igualdade: Ela é tão exigente quanto justa.
                                                                Ela é tão exigente quanto (ou como) sua mãe.

b) Grau comparativo de superioridade: Seu candidato é mais desonesto (do) que o meu.

c) Grau comparativo de inferioridade: Somo menos passivos (do) que eles.

Grau superlativo
A característica conferida pelo artigo é intensificada de forma relativa ou absoluta.

a)
Relativo: a intensificação da característica conferida pelo adjetivo é feita em relação a todos os demais seres de um conjunto que apresentam uma certa qualidade. Pode exprimir superioridade ou inferioridade, e é sempre expresso de forma analítica.
Este é o mais interessante dos livros que li. (superioridade)
Ele é o menos egoísta de todos. (inferioridade)

b)
Absoluto: indica que determinado ser apresenta determinada qualidade em alto grau, transmitindo idéia de excesso. Pode assumir forma analítica ou sintética.


- analítico: é formado com a presença de um advérbio:
Você é muito crítico.
A prova de matemática estava extraordinariamente difícil.


- sintético: é expresso com a participação de sufixos.
A prova de matemática estava dificílima.
Este piloto é velocíssimo.

Muitos adjetivos ao receber um dos sufixos formadores dessa forma de superlativo assumem a forma latina. Como, por exemplo, os adjetivos terminados em –vel, esses assumem a terminação –bilíssimo.
Agradável: agrada
bilíssimo; volúvel: volubilíssimo.

Gramática: Substantivos

Substantivos

O SUBSTANTIVO


·        Substantivo ou nome é a palavra com que designamos os seres em geral, quer sejam concretos ou abstractos.

Subclasses do Substantivo

Substantivos próprios e substantivos comuns:

         Os substantivos próprios individualizam os seres – pessoas, animais ou coisas – distinguindo-os de todos os outros da sua espécie. Escrevem-se sempre com maiúscula inicial.

                   Ex.: O Pedro tem o gato
                          Não sei se irei ao Japão.
                          Passei em Física.

Os substantivos comuns não individualizam os seres.
                   Ex.: O rapaz tem um gato.
                          Não sei se irei àquele país de que te falei.
                          Passei em todas as disciplinas.

Os substantivos concretos e substantivos abstratos

Os substantivos concretos designam pessoas, animais ou coisas pertencentes ao mundo físico.
                  Ex. A Joana esteve na praia.
                         O basquetebolista enfiou a bola no cesto.

Os substantivos abstractos designam acções, qualidades ou estados.
                  Ex. A paz pode existir entre os Homens.
                         Ela deu mostras de grande amor e lealdade.

Substantivos colectivos

São substantivos colectivos que, embora tendo a forma do singular, designam um conjunto de seres vivos ou de coisas da mesma espécie.

Ex.  alcateia (conjunto de lobos) / armada (conjunto de navios de guerra)       cardume (conjunto de peixes) / enxame (conjunto de abelhas).

terça-feira, 6 de julho de 2010

Gramática: Sinais Ortográficos

Gramática - Sinais Ortográficos



Além das letras há outros sinais ou acentos gráficos, que indicam, em geral, a pronúncia exacta das palavras.
O [ ~ ] (til) serve para indicar as vogais e os ditongos nasais:
Ex.: romã, mãe, cães, irmãos, limões, pão.

O [ ´ ] (acento agudo) serve para indicar a vogal da sílaba tónica principal, quando isso é preciso para indicar a pronúncia. O acento agudo é obrigatório:
1.º Na vogal aberta da sílaba predominante das palavras esdrúxulas:
Ex.: fábrica, sílaba, pálido, tépido, Márcia, único, espírito;
2.º Na sílaba final das palavras agudas, quando a respectiva vogal seja a, eou o:
Ex.: já, sabiá, café, rapé, pó;
3.º Na vogal predominante que se segue a outra vogal, quando não deve formar ditongo com ela:
Ex.: saída, saúde, baú, caído.

O [ ` ] (acento grave) emprega-se:
1.º Na contracção da preposição a com as formas femininas do artigo oupronome demonstrativo o: à (de a + a), às de (a + as);
2.º Na contracção da preposição a com os demonstrativos aquele(s),aquela(s) e aquilo ou com os compostos aqueloutro(s), aqueloutra(s) e suas flexões: àquele(s), àquela(s), àquilo, àqueloutro(s), àqueloutra(s);
3.º Em contracções em que a primeira palavra é uma inflexiva terminada ema: ò (de a + o), òs (de a + os); prò (de pra + o), (de pra + os), etc.;
4.º Nas palavras que tenham uma vogal aberta em sílaba átona e que estejam em homografia com formas etimologicamente paralelas nas quais a vogal correspondente é surda ou fechada: àgora (interjeição), eagora (interjeição, além de advérbio e conjunção); però (conjunção antiga) epero (variante desta mesma conjunção).

O [ ^ ] (acento circunflexo) é obrigatório:
1.º Na sílaba final de uma palavra, quando a vogal respectiva seja o fechado ou e fechado:
Ex.: avô, dê, vê;
2.º Na vogal fechada da sílaba tónica das palavras esdrúxulas:
Ex.: câmara, lâmpada, esplêndido, lêvedo, lânguido, sôfrego.
A [ , ] (cedilha) indica que o c antes de a, o, u, tem o valor de s inicial:
Ex.: açafate, açafrão, açor, açorda, açúcar, açude.

O [ '  ](apóstrofo) serve para indicar:
 1.º A supressão de uma vogal no verso, por exigência de metrificação:
Ex.: c’roas, esp’rança, of’recer, ’star, minh’alma;
2.º A elisão de vogal no interior de palavras compostas, quando essa elisão se faz invariavelmente na pronúncia brasileira e na portuguesa:
Ex.: galinha-d’água, mãe-d’água;
3.º A supressão da vogal final em santo e santa antes de nomes próprios do hagiológio:
Ex.: Sant’Ana, Sant’Iago, Largo de Sant’Ana, Ordem de Sant’Iago.

O [  ¨ ] (trema), que deixou de se usar em palavras portuguesas, depois da Convenção Ortográfica Luso-Brasileira de 1945, indicava que a vogal que o recebia não formava ditongo com a anterior, como em saudade, equidade, unguento, paisagem, sagui, etc. Deve usar-se, actualmente, apenas em palavras derivadas eruditamente de nomes próprios estrangeiros:

Gramática: Introdução



Gramática - Introdução


O estudo dos sons elementares da língua e das suas combinações e modificações para formar as palavras chama-se, em gramática, fonética ou fonologia.

Se separarmos os sons emitidos ao pronunciar, por exemplo, a palavra gramática, tal separação será a seguinte - gra má ti ca.
Cada um desses sons tem o nome de sílaba. Se separarmos agora de cada uma das sílabas da mesma palavra - gramática -, os sons elementares, ou mais simples, essa separação será representada pelos sinais: g r a m á t i c a. Cada um desses sinais chama-se, como já sabemos, uma letra, e representa um som articulado ou pronunciado, ou um fonema.
Sabemos, pois, que com as letras constituímos sílabas e com as sílabas formamos as palavras.
O conjunto de letras de que nos servimos chama-se alfabeto. O alfabeto português compõe-se de 23 letras (às quais se adicionam o k, o w e o y, usadas sobretudo em símbolos e em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros), que são as seguintes:
Minúsculas: a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z.
Maiúsculas: A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V X Z.

As letras do alfabeto designam-se por vogais e consoantes. As vogais são a, e, i, o,u. Quando as vogais se representam como no período antecedente, chamam-sevogais orais, ou vogais puras, e são pronunciadas apenas pela boca.
Quando às vogais a e o se sobrepõe um ~ (til) ou quando estas duas vogais, ou as restantes, são seguidas de m ou de n, chamam-se vogais nasais, pois, quando se pronunciam, uma parte da corrente de ar vai para as fossas nasais, onde se dá uma ressonância que modifica a pronúncia. Se as vogais representam fonemas que se produzem pela vibração das cordas vocais inferiores ou lábios inferiores, as consoantes representam igualmente fonemas que se produzem modificando a saída do ar pelo aperto nalguns dos pontos do canal bucal.
À combinação de duas vogais que se pronunciam numa só emissão de voz dá-se o nome de ditongo. Os ditongos são orais ou nasais, como as vogais simples.São orais os ditongos seguintes, que se pronunciam numa só emissão de voz: ai, au, eu,éu, ei, iu, oi, ói, ou, ui (ex.: pai, pau, meu, chapéu, leite, fugiu, boi, herói, bóia, ouro ouoiro, ruivo). São nasais os ditongos em que uma das vogais emitidas numa só emissão de voz é nasal: ãe, ão, õe, e ainda ui na palavra muito (ex.: mãe, pão, põe,muito).