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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

As Fazes de Desenvolvimento Segundo Piaget


A teoria de Piaget
Emerson Rocha¹





As três estruturas de desenvolvimento





- estruturas totalmente programadas – que nos capacitam a prever determinados comportamentos, tornados manifestos em determinadas épocas.
- Estruturas parcialmente programadas, como as do sistema nervoso – cujo desenvolvimento e construção dependem já em grande parte do meio.
- Estruturas nada programadas – que seriam as assim chamadas estruturas mentais, específicas para o ato de conhecer.


As Estruturas mentais segundo Piaget – a espécie humana traria, no genoma, possibilidades que poderiam ou não atualizar-se, em função da solicitação do meio. Estas estruturas, que sendo orgânicas, não estão programadas no genoma; sua “construção” vai depender das solicitações do meio, sendo frutos da interação entre o meio e o organismo, colocando uma terceira possibilidade que sobrepuja a contradição presente na idéia de organismo como algo oposto ao meio. No que se refere à estruturas mentais, o organismo já pressupõe o meio.



A Interação Organismo x meio

Para Piaget, são três os tipos de estruturas:
- estruturas totalmente programadas – que nos capacitam a prever determinados comportamentos, tornados manifestos em determinadas épocas.
- Estruturas parcialmente programadas, como as do sistema nervoso – cujo desenvolvimento e construção dependem já em grande parte do meio.
- Estruturas nada programadas – que seriam as assim chamadas estruturas mentais, específicas para o ato de conhecer.
As Estruturas mentais segundo Piaget – a espécie humana traria, no genoma, possibilidades que poderiam ou não atualizar-se, em função da solicitação do meio. Estas estruturas, que sendo orgânicas, não estão programadas no genoma; sua “construção” vai depender das solicitações do meio, sendo frutos da interação entre o meio e o organismo, colocando uma terceira possibilidade que sobrepuja a contradição presente na idéia de organismo como algo oposto ao meio. No que se refere à estruturas mentais, o organismo já pressupõe o meio.

períodos de desenvolvimento
  • 1º período: Sensório-motor             (0 a 2 anos)
  • 2º período: Pré-operatório              (2 a 7 anos)
  • 3º período: Operações concretas    (7 a 11 ou 12 anos)
  • 4º período: Operações formais       (11 ou 12 anos em diante)



¹ Graduando em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Jequié. É poeta e palestrante em cultos protestantes.

sábado, 19 de setembro de 2009

A aprendizagem segundo Wallon


1 Discuta as relações entre: desenvolvimento motor, afetividade e desenvolvimento da inteligência segundo Wallon.
  

Desenvolvimento motor.  


Com o desenvolvimento do aparato motor, a criança coordena o movimento das mãos e braços, realizando a manipulação de objetos, com intencionalidade em suas ações. Nesse período, a função dominante é a sensório-motora, que desencadeia dupla função: a manipulação de objetos, facilitada pela marcha, e a imitação, que possibilita a representação e o pensamento.

Afetividade.
Para Wallon,as emoções tem um poder de contágio nas interações sociais, evidenciando o seu caráter coletivo, facilmente identificado nos jogos, danças, rituais, onde há simetria de gestos e atitudes, movimentos rítmicos, comunhão de sensibilidade, uma sintonia afetiva que mergulha todos na mesma emoção.

Desenvolvimento da inteligência.
Na obra de Wallon, inteligência tem um significado bem específico, estando diretamente relacionada com duas importantes atividades cognitivas humanas: o raciocínio simbólico e a linguagem.  À medida que a criança vai aprendendo a pensar nas coisas fora de sua presença, o raciocínio simbólico e o poder de abstração vão sendo desenvolvidos. Ao mesmo tempo, e relacionadamente, as habilidades lingüísticas vão surgindo no indivíduo, potencializando sua capacidade de abstração.



¹ Graduando em letras pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Jequié. É poeta e palestrante em cultos protestantes.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A aprendizagem segundo Vigotsky


Aprendizagem Segundo Vigotsky



1. Conceitue segundo Vigotsky: mediação, zona de desenvolvimento proximal, relações entre pensamento e linguagem e a importância da brincadeira para o desenvolvimento da criança.






a) Mediação.
Para Vygotsky, mediação não é um conceito, é um processo; não é um ato em que alguma coisa se interpõe em uma relação: é a própria relação. A mediação não é a presença física do outro, não é a corporeidade do outro que estabelece a relação mediatizada, a mediação ocorre através dos signos, da palavra, da semiótica.
b) Zona de desenvolvimento proximal.
Zona de desenvolvimento proximal define a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através de resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou em colaboração com outro companheiro. Quer dizer, é a série de informações que a pessoa tem a potencialidade de aprender, mas ainda não completou o processo, conhecimentos fora de seu alcance atual, mas potencialmente atingíveis a curto prazo.
c) Relações entre pensamento e linguagem.
Linguagem não é apenas uma expressão do conhecimento adquirido pela criança. Existe uma inter-relação fundamental entre pensamento e linguagem, um proporcionando recursos ao outro. Desta forma a linguagem tem um papel essencial na formação do pensamento e do caráter do indivíduo.
d) A importância da brincadeira.
Para Vygotsky, a brincadeira pode ter papel fundamental no desenvolvimento da criança. Seguindo a idéia de que o aprendizado se dá por interações, o jogo lúdico e o jogo de papéis, como brincar de “mamãe e filhinha” permite que haja uma atuação na zona de desenvolvimento proximal do indivíduo, ou seja, criam-se condições para que determinados conhecimentos e valores sejam consolidados ao exercitar no plano imaginativo: capacidades de imaginar situações, representar papéis, seguir regras de conduta de sua cultura.
Assim, a criança se projeta no mundo dos adultos, ensaiando atividades, comportamentos e hábitos nos quais ainda não está preparada para tal, mas que na brincadeira permite com que sejam criados processos de desenvolvimento, internalizando o real e promovendo o desenvolvimento cognitivo.


¹ Graduando em letras pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Jequié. É poeta e palestrante em cultos protestantes.




quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Desenvolvimento Psicossexual: A Teoria de Freud


Desenvolvimento Psicossexual: A Teoria de Freud


Sigmund Freud nasceu na Áustria em 1956 formou-se em medicina pela universidade de Viena em 1881. E estudou neurologia com Dr. J. Charcot que foi a sua grande influência. Trabalhou no tratamento de doenças mentais, empregando a hipnose. E posteriormente Freud criou um método próprio e o denominou de psicanálise (ou análise da mente). Esse método era feito através de associação livre, a análise dos sonhos e analise dos atos falhos. Com isso Freud criou a teoria da sexualidade infantil e descobriu a importância da sexualidade na determinação da personalidade.
A concepção da composição da mente, segundo o Psicanalista Sigmund Freud, é composta de ID, EGO e SUPEREGO, que correspondem aos três estados de consciência: Inconsciente, pré-consciente e consciente. Freud enfatiza que a tarefa do psicanalista é ajudar o paciente a compreender quantos fatores do passado estão regulando o seu comportamento presente.

Em 1905, em seu livro Três ensaios sobre a sexualidade, descreveu seqüência típica
das manifestações do impulso sexual, distinguindo as cinco fases: oral, anal, fálica, de latência e genial .
A fase oral tem início durante o primeiro ano e meio de vida. Os lábios, a boca e a língua são os principais órgãos de prazer e satisfação da criança; atos de sugar, de por as coisas na boca e de morder são ações prazeirosissimas para a criança. Se as necessidades orais forem satisfeitas, a pessoa crescerá psicologicamente saudável; se as necessidades orais forem frustradas durante esse período, o ego poderá ser incapaz de superar as necessidades orais frustradas.
Posteriormente segue-se a fase anal que é quando a criança está sendo ensinada a controlar as fezes e a urina, sua atenção se localiza no funcionamento anal. Por isso a região anal se torna o centro de experiências frustradoras e compensadoras.
Ser durante esse segundo estágio, sobrevierem muitas frustrações, devidas a um treino excessivamente severo de controle dos esfíncteres o ego poderá ser prejudicado em seu desenvolvimento. A avareza, a meticulosidade e a exagerada preocupação com a limpeza são conseqüências de frustrações ocorridas nessa fase.
Em seguida, por volta dos 3 a 7 anos, inicia-se a fase fálica (falo = penes), pois o penes é o objeto de grande interesse para ambos os sexos. A criança deseja ver os genitais das outras, bem como mostrar os seus e há um interesse pelas diferenças anatômicas entre os sexos. É nesse período que a criança se interessa pelo papel do pai na procriação, pelas atividades sexuais dos pais e pela origem dos bebês. Admoestações e punições excessivas em relação a esses interesses teriam efeitos negativos na posterior identificação sexual. Freud afirma que a impotência sexual, frigidez, exibicionismo e homossexualismo são consideradas deficiências do ego derivadas do período fálico.

Ainda nessa fase surgem os complexos de Édipo. Nesse período configura-se o fenômeno da identificação com o progenitor do mesmo sexo. A criança ama o progenitor do sexo oposto, mas ao perceber que este ama o progenitor do mesmo sexo que ela. Essa procura assemelhar-se com o progenitor do mesmo sexo para merecer o amor do progenitor do sexo oposto. É essa fase que cada um assumirá a sua identificação sexual para toda a vida.
Sigmund Freud expõe que todas as experiências ocorridas nessas fases são “esquecidas”, ou seja, permanecem a nível do inconsciente.
Após as fases oral, anal e fálica surge a de latência que vai dos 7 aos 12 anos. Ela é chamada de latência porque, segundo Freud, os impulsos (ou libidos) são impedidos de se manifestarem. O impulso sexual dirige-se para finalidades culturais: domínio da escrita, da leitura e outras habilidades. Essa é a época de rivalidade entre meninos e meninas e há uma nítida separação entre os grupos.
A influência de Freud é notada, não só na medicina, mas também na educação e em outros setores da atividade humana. Com uma linguagem de fácil compreensão, a obra pode ser lida por qualquer pessoa que não seja especialista na ária da psicanálise ou da psicologia necessariamente. Vale à pena conferir essa fantástica obra de Sigmund Freud.



¹ Graduando em letras pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) – Jequié. É poeta e palestrante em cultos protestantes.